segunda-feira, 8 de novembro de 2010

O Dia em que te esqueci...

"O medo é a unica prisão, e a única verdadeira liberdade consiste em viver livre do medo"

O que vou escrever...sim porque tenho escrito tudo em papel... ja foi um ajuste de contas, uma confissão, um grito de revolta, um lamento de tristeza. Quando comecei a escrever queria esquecer-te à viva força, como quem arranca as costras de uma ferida que ainda não sarou. O Resultado foi semelhante, fiquei com a alma em carne viva.Pode existir maior cliché? Não, mas só quem nunca sofreu um grande desgosto de amor é que não sabe do que aqui falo...

Eram assim as primeiras linhas...

Escrevo para te dizer que me vou casar. Talvez esta informação se revele fútil ou até desnecessária aos olhos do mundo, sobretudo o facto de falar acerca do meu futuro quando a vida nos afastou tanto. Pode parecer ridiculo que ainda me de ao trabalho de pensar que tal noticia te poderia interessar. Tal como me interessa comunicar-te a minha realidade por seres ainda, e apesar de tudo o que já nos desuniu, importante para mim.

Tudo isto foi há tanto tempo. Num tempo em que acreditei que te podia esquecer se me obrigasse a amar outro homem. Não sabia como te limpar do meu sistema sanguíneo e por isso mesmo inventava realidades forçadas que transcrevia em paragrafos empolados de orgulho ferido, com o intuito de te exorciatar.
Estes parágrafos nunca te foram enviados. Viveram refens na gaveta até ao momento certo. E o momento certo é agora, porque já não preciso de inventar nada. O tempo e a vida, com toda a sua grandeza e generosidade, encarregara-se de me reorganizar as peças de um complexo puzzle, e o mesmo que tempos nunca teria a força, nem a coragem de terminar.
Agora estou em paz, e talvez por isso mesmo tenha decidido esvrever-te. Já não quero ajustar contas, nada do que sinto passa por ti, apenas a minha vontade de partilhar contigo o que vivemos, juntos e separados...

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Just Because I´m loosing, it dosen´t mean that it´s lost...