Por acreditar...
E tudo ficou na mais completa escuridão...
Todos estes anos,
Todas as pedras no caminho, que ultrapassei com esperança
Todos as adversidades que recebi como ensinamentos
E julguei me fazerem mais forte.
O valor e alegria que atribuía às simples e pequenas coisas.
Todas as vezes que, em busca de beleza de alma, não receei ser diferente.
Tantas vezes que voltei a levantar-me depois de cair... por acreditar!
Por acreditar!...
Que no fundo do túnel haveria um significado... Por acreditar...
Todas essas batalhas, toda essa esperança, todos os sonhos,
Ficaram na mais completa escuridão!
Numa ausênsia de sentir,
Numa ausência de querer.
A ânsia de acreditar findou.
O significado não existe mais...
Que forças são essas que não mais me deixaram sentir meu anjo da guarda junto de mim?
Que poder é esse que me impede de ter controlo sobre a minha vida?
Como uma andorinha que procura a primavera e não a encontra.
Como um barco que rema contra a maré.
A verdade que hoje conheço, não me deixa descansar.
Sou alguem que perdeu o norte
Um coração descompassado em aperto.
Alguem que procura o fim do percurso... cedo de mais...
Sombra que vagueia, só porque a manhã volta a nascer de mais dura verdade.
Hoje sou apenas a sombra daquilo que fui.
sábado, 8 de janeiro de 2011
é assim...
Quando se assume uma relação, seja ela de amizade ou de amor, ou de outro sentimento que digam nutrir e do qual pretendem usufruir, há limites, delimitações, há certezas e incertezas, há tudo e há nada. Uma coisa que se exige primordialmente é respeito. Sempre. E este deve ser mútuo e tem de estar sempre presente. Uma das coisas que não consigo compreender que coexista, e com cada vez mais frequência, é a banalidade que impregnaram aos sentimentos. Hoje amam-se, amanhã odeiam-se. Hoje conhecem-se, amanhã são a vida um do outro. É certo que actualmente tudo se vive com mais intensidade, tudo é mais frutifero e as relações passaram a ser cada vez mais algo ocasional e banal, do que natural. Faz parte. Aqueles que hoje namoram, amanhã já partiram para outra. Aquelas que hoje se dizem as melhores amigas, no próprio dia dizem mal uma da outra. É rotina, mas por mais que tente não me consigo habituar. Devo ser muito retrogada no que toca a estas coisas, porque para mim, qualquer que seja a dita "relação", tem de facto sê-la e não só parece-la. Tem de ter bases. Tem de ter fundamentos. Tem de ter no minímo dos minímos um princípio e um meio. E quem sabe, talvez um fim. Hoje em dia não. Quando começa parece que já vão a meio do trailler e o próximo episódio já diz "The End" sem sequer passarem à cena principal. Tudo bem. Nem todas as pessoas têm de ser necessariamente românticas, mas onde é que isso já vai.. romantismo está completamente demodé. Aliás, as raparigas que antes o adoravam, são agora aquelas que tomam a iniciativa e partem para cima do rapaz 5 seg depois de o conhecer. Basta que ele corresponda um bocadinho que seja aos padrões de beleza exigidos, e não que tenha aquela característica que as cative. Quanto a amizade? Txiii. Elas tornam-se as melhores amigas de todo o sempre e para todo o sempre desde que foram apresentadas.. na noite anterior numa festa super in.. for god sake! Então e a convivência? E a confiança gerada pela convivência? Onde ficou?! Já não é precisa? Peço desculpa, mas para mim é fundamental.
Não há cá amizades da noite para o dia, nem namoros do dia para a cama.
--------------------------------------------------------------------------------
Não há cá amizades da noite para o dia, nem namoros do dia para a cama.
--------------------------------------------------------------------------------
Subscrever:
Comentários (Atom)
a.jpg)